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"Rei da cebolinha" do Japão conta sua trajetória para alunos da Unoeste
Walter Toshio Saito ministrou palestra sobre a produção e a comercialização de produtos agrícolas a convite do curso de Agronomia

Publicado em 19/11/2019
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Rei da cebolinha

 O curso de Agronomia da Unoeste recebeu na noite dessa segunda-feira (18), o empresário Walter Toshio Saito. Considerado o “rei da cebolinha” no Japão, o brasileiro, natural de Londrina (PR), está há 30 anos no país e contou um pouco de sua história aos acadêmicos, ex-alunos e profissionais da área através da palestra “Situações adversas e suas oportunidades: produção e comercialização de produtos agrícolas”. Durante o evento, que aconteceu no auditório Azaleia, no campus II, foi realizada também a entrega do 2º Prêmio de Inovação para a Agricultura Sustentável.

Walter, formado em Educação Física pela Universidade de Londrina (UEL-PR), decidiu se mudar para o Japão ainda na década de 90. Ele conta que depois de trabalhar por cinco anos como operário, abriu sua empresa no setor de recrutamento de brasileiros para mão de obra terceirizada. Porém, em 2008, por conta da crise, viu seu empreendimento desmoronar. Dessa maneira, o atual “rei da cebolinha” resolveu apostar todas suas economias em uma nova ideia, foi nesse momento que começou a trabalhar na produção de legumes, verduras e hortaliças e em menos de 10 anos sua empresa se tornou a maior produtora de cebolinha do Japão.

“Sempre coloquei objetivos em minha vida. Nunca quis ser apenas mais um, eu queria ser o um. Uma das coisas que eu prezo muito é ser o melhor no que eu faço. Uma das maiores batalhas que temos é lutar contra nós mesmos. Acredito que essa seja uma das boas características que tenho, esse espírito de competitividade, de sempre buscar ser o melhor, de querer me aperfeiçoar e melhorar no que eu faço”, revela.

De acordo com ele, há muitas diferenças da produção de cebolinha no Brasil e no Japão, a começar pelo clima. “Não somente a questão do clima e do solo são divergentes, mas até mesmo a maneira com que tratamos, embalamos e transportamos, ou seja, a logística realmente é diferenciada por lá. A estrutura que aquele país nos oferece é muito confortável, até mesmo pela extensão dos dois locais. O Brasil é enorme, já o Japão é uma ilha, a logística acaba sendo muito prática, assim como os próprio japoneses são, é uma característica daquele povo”, conta.

Para o coordenador do curso de Agronomia, Dr. Carlos Sérgio Tiritan, receber a palestra do Walter, um brasileiro que conquistou sucesso no Japão através da agricultura, é muito importante para todos os presentes, principalmente aos estudantes. “É um grande empreendedor da área e ele tem muito a contribuir com a formação acadêmica desses alunos. Estamos muito agradecidos pela disponibilidade dele vir até aqui apenas para passar sua experiência para nós. Na verdade, ele nos deu uma lição de vida! Nos mostrou que precisamos perseverar e acreditar, e em uma época em que se fala muito em inovação e empreendedorismo, conhecer a sua história foi realmente fabuloso e inspirador”, diz.

Agricultura Sustentável

Logo após a palestra, foram revelados os três vencedores do 2º Prêmio de Inovação para a Agricultura Sustentável. A competição, que nesta edição envolveu oito grupos, surgiu dentro da disciplina Agricultura Sustentável, do 7º termo da graduação, e tem como objetivo estimular os alunos do último ano a desenvolver o empreendedorismo dentro da agronomia, demonstrando o importante papel da inovação para o futuro da agricultura sustentável.

A competição nesta edição recebeu o apoio da empresa Matsuda, que além de oferecer a premiação em dinheiro para os três primeiros colocados, participou ativamente da escolha dos melhores projetos ao lado dos professores doutores Fabio Fernando de Araújo, Rita de Cássia Mazzuchelli e do coordenador do curso de Agronomia, Carlos Sérgio Tiritan.

O grupo Juntos Somos Mais Fortes (JSMF) conquistou o primeiro lugar com um projeto de irrigação de baixo custo sem a utilização de energia elétrica. Para o estudante Vitor César Russo, o incentivo dos professores foi essencial para que ele tivesse a ideia de participar. “O curso está sempre fazendo a gente pensar. Quando soube do prêmio, comecei a pesquisar e encontrei esses dois sistemas. Tive a ideia de uni-los, com uma irrigação de manutenção barata e acreditei que pudesse dar certo. Chamei o restante do pessoal do grupo que me deu todo o apoio e agora estamos aqui, como vencedores! Nunca imaginei que pudéssemos ganhar, foi realmente muito difícil a produção do vídeo, já que não somos da área de produção e edição de conteúdo. Só tínhamos o conhecimento da teoria, mas com a colaboração de todos, conseguimos um bom resultado”, salienta.

O segundo lugar ficou com o grupo New Agro e o terceiro, com o Inova Rural 4.0.


Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste - Foto: Erika Foglia

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