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Projeto ambiental beneficia famílias de Tupi Paulista
Coleta seletiva, mapeamento da área, educação ambiental e confecção de ecobags para as famílias são ações principais

Publicado em 24/01/2019
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Projeto

 Queimar resíduos recicláveis pode poluir a atmosfera, e quando se trata de plásticos como PVC, por exemplo, o risco é de liberar composições gasosas cancerígenas. Enterrar esses materiais também não é boa opção, a decomposição pode demorar séculos, e os resíduos servem de criadouros para insetos, como o mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti), e das baratas que atraem escorpiões. Isso sem falar do dióxido de carbono (CO2) que causa o efeito estufa e as mudanças climáticas.

Os males são incontáveis, por isso, o Henzo Henrique Simionato, acadêmico do 5º termo de Engenharia Ambiental e Sanitária, trabalha numa pesquisa, um projeto de extensão, que propõe o gerenciamento de resíduos recicláveis em dois bairros da zona rural de Tupi Paulista (SP). Selecionou dez propriedades no bairro Barro Preto e oito no bairro Gleba Seca para fazer coletas seletivas quinzenais. Para conscientizar os moradores, o estudante costurou 35 ecobags, aquelas sacolas que guardam os resíduos, e entregou para 18 famílias poderem separar os materiais.

Mas não é só isso! O projeto, que está sendo desenvolvido num período de sete meses, mapeia as propriedades rurais da área, apresenta e transmite aos ruralistas a questão da educação ambiental através de conversas e panfletos explicativos. As ecobags são confeccionadas a partir da reutilização de banners que seriam descartados. E depois das coletas, o passo é quantificar o peso bruto, peso do rejeito e do material segregado destinando o reciclável para a cooperativa do município.

 Apoio

As coletas são realizadas na primeira e terceira sexta-feira de cada mês e têm ajuda da Cooperativa de Catadores de Tupi Paulista (Acatupi) e de voluntários. “Esse trabalho minimiza impactos ambientais negativos e faz com que os resíduos tenham um destino ambientalmente correto e sustentável”, explica Simionato. E essa mentalidade voltada à cidadania e ao cuidado com os recursos naturais é fruto do que ele vê na graduação. “A Unoeste é a grande contribuinte, pois todo o aprendizado em sala de aula foi levado para meu projeto e repassado para as famílias”, conta o acadêmico.

Estimulo acadêmico

Só de pensar que a iniciativa surgiu num dia comum de aula, na disciplina de Educação Ambiental, da orientadora do projeto, Leila Maria Couto Esturaro, já é motivo de orgulho. “A proposta da disciplina é despertar no aluno a concepção de que mudanças começam na sua casa, na do vizinho”. Ela contou que a família do Henzo é de Tupi Paulista, sua família é de ruralistas e que o município já tem o serviço de coleta seletiva na área urbana. Por isso, a ideia buscou implementar a rural. “As pessoas costumam jogar ou queimar esses resíduos, e isso não é bom”, explica Leila, que ainda destacou o interesse do acadêmico. “Ele é um daqueles alunos que aproveita cada minuto do curso, tem disposição. A importância dessa consciência é imensurável”, pontua a docente.


Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste

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