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Você sabe o que está comendo ou que seu filho está colocando na boca?
Presentes no cotidiano, metais tóxicos apresentam índices acima do permitido pela legislação, revelam pesquisas do curso de Química

Publicado em 28/11/2018
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Elementos da tabela periódica como cobre, chumbo, crômio, mercúrio e cádmio são chamados de metais tóxicos e estão presentes nos alimentos e objetos. Existem índices aceitáveis para esses compostos, entretanto, pesquisas desenvolvidas pela Unoeste indicam que o perigo está mais próximo do que se imagina!

Já parou para pensar que o suco que você toma, a tinta que utiliza para sua casa ou, até mesmo, os brinquedos podem conter metais tóxicos em índices acima do permitido? Apesar de alguns elementos serem essenciais à vida em pequenas quantidades, o professor dos cursos de bacharelado e licenciatura em Química da Unoeste, Dr. Vinicius Marques Gomes, explica que, em grandes concentrações, eles podem comprometer a qualidade das águas e causar danos à saúde. Inclusive, o docente orientou duas pesquisas que avaliam a presença do chumbo, cádmio e crômio.

No primeiro estudo, foram analisadas as concentrações de crômio e chumbo nos mordedores infantis. “Utilizamos três tipos desse brinquedo de diferentes preços: um de marca referência, um intermediário e outro adquirido no comércio popular. Em todas as marcas, mesmo nas certificadas pelo Inmetro, as concentrações de crômio são de 230% a 344,58% a mais do que é permitido pela legislação. Por outro lado, a presença de chumbo não foi detectada”, explica Gomes.

Na segunda pesquisa, realizou-se um comparativo entre três tipos de bebidas lácteas vendidas prontas. “Todas elas apresentaram teores de crômio e cádmio elevados e a ausência de chumbo. Além disso, em uma das bebidas, que está entre as principais do mercado, os níveis de crômio são preocupantes, 181% acima do permitido”, diz.

De acordo com Gomes, tais estatísticas requerem atenção. “A contaminação por metais tóxicos afeta principalmente os sistemas nervoso, gastrintestinal, cardiovascular, renal e hematopoiético. Sendo assim, após a publicação científica dos estudos, encaminharemos todos os dados para a Anvisa e o Inmetro, a fim de solicitar mais fiscalizações, principalmente por se tratar de objetos e alimentos que estão presentes em nosso cotidiano”, conclui. 


Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste - Foto: Gabriela Oliveira

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