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Pesquisadora apresenta estudo em evento sediado na Bélgica

Publicado em 03/06/2019
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Pesquisadora

 Comunidade internacional de medicina veterinária elogia pesquisa sobre novo exame que detecta doença oftálmica

Em comparação com teste padrão, estudo mostra vantagens da aplicação do teste meniscometria de tira (TMT) para detecção do olho seco, doença oftálmica que afeta cães e seres humanos. O resultado da importante pesquisa desenvolvida na Unoeste foi apresentado na ECVO 2019 – European Conference of Veterinary Ophthalmology (Conferência Europeia de Oftalmologia Veterinária), sediada em Antuérpia, na Bélgica, de 23 a 26 de maio.

A apresentação foi feita pela Dra. Silvia Maria Caldeira Franco Andrade, realizada em forma de pôster que resultou do estudo de mestrado no qual orientou Felipe Franco Nascimento. “O trabalho era o único oriundo de instituição particular de ensino do Brasil, sendo muito bem aceito e elogiado pela comunidade internacional”, conta a pesquisadora vinculada ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciência Animal.

Realizada pelo Colégio Europeu de Oftalmologistas Veterinários (Ecvo), a conferência ocorre em diferentes países e atrai médicos veterinários do mundo todo, sendo que neste ano o Brasil foi o único da América do Sul a estar representado. A abordagem central do evento foi sobre doenças genéticas. O trabalho realizado na Unoeste chamou a atenção pela qualidade e por ser o TMT um novo exame.

Conforme Silvia, é um exame rápido e fácil de realizar em cães. “Os valores deste teste em olhos normais e olho seco em cães demonstraram excelente sensibilidade e especificidade quando comparados com o Teste de Schirmer que é o teste padrão para diagnóstico de olho seco. No futuro, o TMT poderá ser outro importante teste quantitativo”, comenta.

O entendimento é de que o novo exame poderá complementar o padrão-ouro teste de Schirmer para o diagnóstico de olho seco em cães. “O TMT foi recentemente introduzido na veterinária para medir o volume lacrimal de forma simples, rápida (5 segundos) e pouco invasiva; pois a ponta da tira é projetada para entrar em contato apenas com o menisco lacrimal, ao invés da inserção da tira no saco conjuntival, como ocorre no TLS”, explica.

O TMT, ainda de acordo com a pesquisadora, tem sido reconhecido como uma técnica promissora, particularmente na triagem e diagnóstico de disfunções da superfície ocular, tais como a ceratoconjuntivite seca. Outra vantagem consiste no baixo volume de lágrima absorvido pelas tiras; “o que permite que outros testes sejam realizados pouco depois, sem necessidade de esperar um intervalo de tempo antes do próximo exame”. 

 

Silvia, além de lecionar no mestrado e no doutorado, dá aulas no curso de Medicina Veterinária e é a responsável pelo atendimento oftálmico do setor de Clínica Médica de Pequenos Animais do Hospital Veterinário da Unoeste, um centro de estudos e de atendimento à comunidade que possui excelentes condições em estrutura humana, física e de equipamentos.

Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste

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