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Pesquisa contempla a inclusão do autista no ensino superior

Publicado em 30/04/2019
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Pesquisa

 Estudo oferece contribuição significativa ao definir indicadores para construção de recursos educacionais

Promover a inclusão educacional de pessoas com espectro autismo tem provocado amplo debate de profissionais de diferentes áreas pelo mundo afora, assim como é tratado em dimensão internacional o uso dos recursos educacionais abertos, inserido em movimento global pela internet para promover acesso, uso e reuso de ferramentas educacionais.

Duas siglas estão neste contexto: TEA e REA, respectivamente transtornos do espectro autista e recursos educacionais abertos, sobre os quais a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), agência especializada e Organização das Nações Unidas (ONU) mantém a plataforma REA com a oferta de publicações sobre o assunto.

Sobre a temática, foi desenvolvido nos últimos dois anos um estudo científico que oferece contribuição significativa mediante a definição de indicadores para a construção de recursos educacionais voltados ao ensino e a aprendizagem de tais pessoas, promovendo a inclusão no ensino superior. O estudo do publicitário Renato Pandur Maria teve seus resultados divulgados no dia 29 de abril.

Sua dissertação foi levada à defesa pública pelo Programa de Mestrado em Educação da Unoeste como resultado de trabalho orientado pela Dra. Danielle Aparecida do Nascimento dos Santos e avaliado pela Dra. Raquel Christino Gitahy e Dr. Klaus Schlüzen Junior, convidado junto ao campus da Unesp em Presidente Prudente.

“O estudo tem contribuição significativa para o tema da inclusão de pessoas com deficiência, no caso específico da pesquisa, pessoas com espetro do autismo na educação superior”, afirma a orientadora sobre a experiência de inclusão de um estudante autista da Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp), na Unoeste.

O experimento envolveu um grupo de discussão, com profissionais de diferentes áreas, na definição de indicadores para a construção de recursos educacionais de ensino e aprendizagem dessas pessoas, considerando as suas especialidades e também a sua efetiva inclusão em um grupo composto por pessoas com todas as diferenças; de acordo com o que foi apresentado na defesa.

“O desafio foi entender em que momento caberia considerar as especificadas e em que momento caberia considerar o todo; por isso, a pesquisa valeu-se da filosofia da diferença”, comenta a orientadora sobre a preocupação com a educação inclusiva e para afirmar ter sido outro diferencial do estudo essa teoria que embasou as discussões do grupo de participantes convidados.

Foi possível estabelecer três indicadores: compreensão do estado clínico do estudante autista, perspectiva inclusiva na sala de aula e especificações técnicas para elaboração de recursos educacionais abertos. O estudo oferece contribuição à construção de REA no contexto do ensino superior, auxiliando não somente o estudante com TEA, mas aos estudantes em geral e nas diferentes áreas de formação.

Aprovado para receber o título de Mestre em Educação, Pandur diz que no amplo levantamento em busca de dados encontrou apenas sete artigos abordando recursos educacionais abertos, voltados à área tecnológica; e sobre transtornos do espectro autismo foram 66 com 56 explorando aspectos clínicos; e nenhum de REA e o ensino. Portanto, foi possível fazer um estudo inovador.

Serious Games – Outro estudo científico voltado para o uso de tecnologias em sala de aula foi realizado por William Henoch Alves Pereira, sobre o uso de Serious Games no processo educativo de estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental, com a pesquisa aplicada na Escola Estadual Professor Miguel Omar Barreto, envolvendo 54 alunos e professores de matemática e biologia.

Os resultados revelaram avaliação positiva feita pelos professores, afirmando que o uso do jogo eletrônico promoveu concentração dos alunos durante o ensino, gerando engajamento e satisfação na aprendizagem. Os estudantes disseram ser mais interessante estudar e se divertir ao mesmo tempo, tornando o ambiente escolar mais dinâmico e produtivo.

 

Aprovado para receber o título de Mestre em Educação, Pereira foi orientado pela Dra. Raquel Rosan Christino Gitahy, coorientado pelo Dr. Sidinei de Oliveira Sousa e avaliado na tarde desta segunda-feira (29) por banca composta pela Dra. Danielle Aparecida do Nascimento dos Santos e Dra. Adriana Aparecida de Lima Terçariol, convidada junto a Uninove e com participação de São Paulo, por Skype.

Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste - Foto: João Paulo

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