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Educação contribui para Prudente ser a 19ª do país para negócios

Publicado em 25/01/2019
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Educação

 Município do oeste paulista evoluiu em três dos quatro itens principais; educação puxa indicadores de destaque

Presidente Prudente é considerada a 19ª melhor cidade do país para se fazer negócios. E a Unoeste contribui com isso desde 1972. O ranking produzido anualmente pela Urban Systems para a revista Exame é um estudo focado em identificar os 300 principais municípios com maior oportunidade de crescimento, e, para isso, consideram-se quatro itens principais que encabeçam 42 indicadores: Desenvolvimento Econômico, Capital Humano, Desenvolvimento Social e Infraestrutura.

A posição do município do oeste paulista se destaca, principalmente pelo capital humano, que passou da 25ª colocação em 2017 para a 12ª melhor do país em 2018. Dentro do quesito, estão setores: sociodemográfico, economia e educação. Exatamente onde a cidade e a universidade se relacionam. Em 1970, Prudente tinha 105 mil habitantes, dez anos depois já eram 137 mil e, em 2018, a população estimada é de 227 mil, de acordo com dados do IBGE.

Bom exemplo é a médica formada em 2015, Rosane da Costa Ribeiro Nunes, de 41 anos. Ela veio da capital paulista para estudar na Unoeste, gostou tanto da universidade e da cidade que resolveu ficar. “Na época, fui aprovada em Santos também, mas escolhi aqui”, conta. Apaixonada pelo que faz, ela presta atendimentos domiciliares no município, atende numa clínica e em cidades da região. “Amo a medicina desde criança. Por isso pego na mão, eu toco, eu examino o paciente, acho que por isso Deus dá dois ouvidos e uma boca. É para aprendermos a ouvir”, afirma a clínica geral e endocrinologista. Sem pensar em voltar para São Paulo, a Rosane se encontrou por aqui. “Prudente tem tudo o que se tem numa capital, mas permite que meus filhos brinquem na rua”, explica a médica.

Esse capital humano abrange ainda os trabalhadores formais e pessoas matriculadas no ensino superior. E a Unoeste já formou mais de 90 mil profissionais, uma influência direta. O saldo de empregos e a renda média dos trabalhadores também constam na pesquisa. Nessa linha, o egresso de Ciência da Computação Marco Eduardo Santos Cordeiro, 42, é da turma de 1999. Na Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp) teve formação também voltada ao empreendedorismo. Em 2001, o que era um projeto paralelo se tornou a empresa Vcom Tecnologia da Informação. “Temos cerca de 50 funcionários, muitos deles ex-alunos da Fipp. Acredito que a Vcom contribui com o crescimento intelectual e econômico dos funcionários e, por consequência, do município”, afirma Cordeiro.

 

Junto com dois sócios, a firma do Marco desenvolve softwares para o mercado financeiro, atua na recuperação de crédito e tem como clientes bancos, empresas de varejo, universidades, financeiras, além de terceirizadas. “As tecnologias que utilizamos estão à frente do padrão de mercado da região. A exigência no nível de qualidade nos faz melhorar processos e pessoas. Com isso, muito conhecimento é compartilhado com outros empresários locais, o que engrandece o mercado regional”, conclui o diretor de tecnologia da Vcom. Confira a classificação de Presidente Prudente nos quatro itens do estudo:

Desenvolvimento social

Outra evolução que coloca Prudente entre as primeiras do país é o desenvolvimento social. A cidade subiu da 68ª posição para 22ª. Aqui pesa, por exemplo, a taxa de alfabetizados. Com a responsabilidade de formar professores, a universidade tem papel importante. O Douglas Henrique de Oliveira Braz se formou em Matemática em 2016, fez mestrado e, atualmente, transforma a vida de diversos estudantes ensinando Matemática, Ciências e Física como professor da Diretoria Regional de Ensino, de Presidente Prudente. “Minha função é levar o aluno à compreensão, não quero que apenas decorem o que precisam”, relata.

Com acesso tão fácil à informação rápida, o Douglas aposta em metodologias ativas partindo do que o aluno já sabe, um atalho para a mensagem que deseja passar. “Gosto de práticas em laboratório, é um recurso que surte muito efeito. Porque quando eles realizam experimentos, compreendem o conteúdo e entendem o conceito”, afirma Braz, que não se intimida com as dificuldades. “Existe também a indisciplina, mas me realizo a cada momento. O professor tem a responsabilidade de mediar o processo ensino-aprendizagem”. Credita parcela do êxito à universidade. “Saí da Unoeste preparado. Contei com profissionais que atuaram na rede básica de ensino. Eles trouxeram experiências positivas e reais sobre educação no século 21”, pontua o docente.

Fonte: Assessoria de Imprensa Unoeste - Foto Débora André

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