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Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que duas a cada três mulheres tem dificuldades de amamentar

Publicado em 06/08/2018
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Sociedade

 Mesmo com as dificuldades na amamentação, muitas mães insistem e mantém a amamentação exclusiva; Campanha anual termina dia 07 de agosto e aponta benefícios da amamentação para mães e bebês.  O aleitamento materno deveria ser encarado como um ato natural, o que

muitas vezes não acontece. As dificuldades, principalmente no início da vida do bebê, não são poucas. Pedir apoio e procurar informações são atitudes fundamentais para conseguir fazer com que o aleitamento materno seja algo prazeroso para mãe e para o bebê.
A engenheira Amanda Ballarim Martins Silva enfrentou muitas dificuldades para amamentação da Anna Clara, hoje com um ano e quatro meses. “Principalmente nos 3 primeiros meses, meu seio “entupia”, rachou, a minha filha ganhava o mínimo de peso, e minha preocupação era maior porque ela já
nasceu com 2,580kg e sempre amamentei em livre demanda”.

A mamãe de primeira viagem contou que, aos três meses de vida, começou a pensar que o leite que produzia era insuficiente e até planejou utilizar suplementos para a bebê, mas foi com a ajuda de uma doula que me trouxe orientações que permitiram relaxar e continuar a amamentação exclusiva.
“Alline Matricardi é doula e me me contou sobre os picos de crescimento e desenvolvimento, e então percebi que minha filha estava passando por estes picos. Agora ela já está com um ano e quatro meses e ainda mama”, contou Ballarim.

Amamentar mesmo após completar um ano e quatro meses também foi alvo de crítica. “Minha filha não pegou nem mamadeira e nem chupeta, muitas pessoas me criticam, falam que ela já é grande para isso, que o leite agora é igual água, mais não acho isso. Hoje em dia é mais difícil lidar com os palpites do que com
a própria amamentação, mas seguimos assim, e pelo visto seguiremos até quando a pequena quiser”, disse Amanda.

Segundo o ginecologista Wilson Jaccoud, toda gestante desde que ela não esteja em trabalho de parto prematuro, deve iniciar o preparo dos mamilos para amamentação com 28 semanas, fazendo exercícios nos mamilos e aréolas pela manhã e a noite debaixo do chuveiro com água morna.
Após esses exercícios sempre usar um creme a base de lanolina nos mamilos e aréolas e colocar a concha de amamentação logo pela manhã e utilizá-la o dia todo com o sutiã para sustentá-la nas mamas, à noite tire a concha fazer os exercícios novamente passe o creme de lanolina e dormir sem a concha, até a
véspera do parto, após o parto manter a lanolina e a concha no intervalo das mamadas e já não é necessário mais os exercícios.
 
“Com esses exercícios prevenimos as rachaduras nos mamilos e mastites com bastante eficiência. Mamas engorgitadas ou entupidas, como popularmente são chamadas, usamos compressas de gelo e ordenhamos as mamas manualmente para a saída do leite das mamas”, explica o médico.
Estes exercícios serão fundamentais também para prevenir a mastite. “Os exercícios nas mamas na gestação e o uso de lanolina previnem as rachaduras dos mamilos por onde penetram as bactérias e podem ocasionar as mastites, pós-parto deve se usar a lanolina para prevenir as rachaduras e as conchas
para prevenir os engorgitamento das mamas”, pontuou Jaccoud. Pacientes que fazem mamoplastia e quando as mamas são muito volumosas tem necessidade de mudança da posição dos mamilos, os dúcteis acabam sendo lesados e essas mulheres não conseguirão amamentar
 
“Com mamas bastante engorgitadas e dolorosas terão a necessidade do uso de medicamentos para secar o leite, pois os ductos ficam sem conexão com as glândulas para darem a saída do leite”, relatou o médico.
Amamentar: Benefício para mãe e para o bebê, segundo o pediatra Paulo Roberto Ursolino, o leite materno contém fatores que proporcionam melhor imunidade aos bebês, nos primeiros meses de vida, época em que a criança é mais vulnerável a adquirir infecções, além também
de apresentar a exata composição de nutrientes necessários ao bom desenvolvimento físico e neurológico, fato que irá prevenir a ocorrência de obesidade na infância e adolescência, que pode levar a doenças como diabetes, hipertensão arterial e outras mais. Ainda existe o lado afetivo da amamentação ao seio, estreitando os laços da mãe com o bebê, proporcionando assim um maior vínculo entre estes. Segundo recomendação da (OMS) Organização Mundial da Saúde as mulheres podem e devem amamentar seu bebê por dois ou mais anos.
Fonte: Assessoria de Imprensa Unimed Presidente Prudente

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