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Gelo feito a partir de energia solar na Amazônia

Publicado em 08/10/2015
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Gelo

Desde agosto, os moradores da Vila Nova do Amanã, no Amazonas, contam com uma importante ferramenta para seu avanço econômico: máquinas de gelo. Agora, quando eles embarcam em suas canoas para vender frutas e peixes na cidade de Tefé, sabem que têm mais chances de chegar ao destino final com um produto bem preservado, graças ao frio. E dá-lhe gelo para aguentar a viagem – ela dura cerca de 8h, na época de cheia, mas pode se estender por até 15h nos períodos de seca.

Por trás dessa novidade, está uma tecnologia com o selo da USP (Universidade de São Paulo). As máquinas de gelo utilizam energia fotovoltaica, obtida a partir da luz solar, e foram desenvolvidas durante a pesquisa de pós-doutorado de Carlos Driemeier no IEE (Instituto de Energia e Ambiente).

Fazendo a ponte entre a USP e a Vila Nova do Amanã está o Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Para viabilizar essa ideia, a entidade inscreveu o projeto “Gelo Solar: tecnologia para preservação de alimentos em comunidades isoladas na Amazônia” no Desafio de Impacto Social Google Brasil. Não saiu vencedora, mas, mesmo assim, recebeu R$ 500 mil da empresa e deu início aos trabalhos.

Escolhida para acolher o projeto-piloto, a Vila Nova do Amanã conta com quase quinze famílias, cuja única fonte de energia era um gerador a diesel, que funciona de três a quatro horas por dia. “Começamos por essa comunidade porque já desenvolvemos outros trabalhos com eles, com muito sucesso. Eles sempre se apropriaram das máquinas com muito cuidado”, conta Josenildo Frazão, técnico do Instituto Mamirauá.

Após a instalação do equipamento, foi feito um curso de capacitação com os moradores, que incluiu de crianças a idosos. São três máquinas e cada uma delas produz, por dia, 30 kg de gelo, que é triturado e armazenado em caixas de isopor. Estima-se que, em dois anos, a tecnologia ajude a incrementar em 12% a renda de mais de cem famílias.

Por enquanto, já se constatou um outro tipo de ganho. “O que deixou os moradores da Vila Nova do Amanã bem felizes é a possibilidade de beber água gelada. Para eles, colocar um pouco de gelo no suco, por exemplo, é o aspecto mais legal”, comenta Josenildo Frazão.

 

A comunidade já tinha experiência com energia solar. Em 2013, foi instalado no local um sistema de abastecimento de água que usa essa tecnologia para mover a bomba. E desde o ano passado, os moradores contam com um campo de futebol cuja iluminação é feita com energia fotovoltaica. O projeto, vinculado à realização da Copa do Mundo no Brasil, utiliza lâmpadas de LED, que se acendem automaticamente assim que a noite cai sobre a floresta.

Fotos Divulgação 

Fonte: Equipe Caminhos para o Futuro / Oferecimento de GE

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